O espaço físico para a montagem de
projetos pode ser crítica, até mesmo frustrante, principalmente quando o tamanho
da placa não pode ser aumentado em demasia. Para os que fazem uso de caixas
padrão de montagem, nota-se que a dimensão horizontal da placa é ajustada ao
tamanho do gabinete, porém a dimensão vertical é normalmente negligenciada e
assim não sendo aproveitada.
Nos antigos equipamentos valvulados era muito
comum o empilhamento dos estágios, já que pelas grandes dimensões das válvulas o
espaço disponível devia ser aproveitado ao máximo. Com a redução dos componentes
eletrônicos, esse modelo de organização ficou esquecido, porém ainda é bastante
útil principalmente para montagem de protótipos.
Abaixo é mostrado um exemplo de montagem
das placas em disposição de camadas:
Figura 1 – Vista superior
Figura 2 – Separação por camadas
Observe na figura 2 a disposição das
placas em camadas, com um gabinete de montagem padrão é facilmente distribuído
na vertical uma altura de dois encapsulamentos TO-220 com dissipadores. Os
separadores são feitos em madeira, mas podem ser confeccionados em metal com
uma rosca interna de 3mm. Os parafusos usados foram autoatarrachantes de 3mm x
7mm, que podem ser conseguidos em gabinetes antigos de computador. Uma furação
com a medida interna do parafuso deve ser feito para evitar trincamentos.
A montagem de placas com disposição em
camadas consegue aproveitar muito bem as dimensões verticais dos gabinetes. Ainda
pode ser utilizada em equipamentos definitivos, bastando para isso utilizar
espaçadores em metal que são mais resistentes a vibração mecânica.


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